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Oceano da Lua de Júpiter pode conter vida, dizem os astrônomos

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Descoberta por Galileu Galilei em 1610, Europa é um dos satélites naturais do planeta Júpiter e possui tamanho ligeiramente maior que da nossa Lua. Desde então incontáveis astrônomos – amadores e profissionais – têm apontado seus telescópios em direção a esta lua para tentar desvendar alguns dos seus mistérios. Mas foi apenas em 1995, quando a sonda Galileo, enviada pela NASA (Agência Espacial Norte Americana), alcançou a órbita de Júpiter, que grandes descobertas foram feitas neste corpo celeste, como a presença de gelo em sua superfície.
A mais recente descoberta da NASA incendiou as discussões entre astrônomos do mundo inteiro, jogando mais lenha na fogueira de uma das questões mais debatidas dos últimos anos: a possibilidade de existência de vida fora da Terra. Imagens feitas pela sonda Galileo sugerem a existência de um oceano de água em estado líquido sob a superfície congelada de Europa. Cientistas apontam que o movimento constante de marés |
possibilite a presença de um imenso oceano salgado, com mais de 160 km de profundidade, e que fontes hidrotermais localizadas no fundo da superfície desta lua poderiam ser fonte de moléculas orgânicas. A associação destes dois fatores pode propiciar condições fundamentais para o desenvolvimento de seres vivos da maneira como nós conhecemos.
A presença de água em estado líquido indica que, pelo menos em alguns pontos desta lua, a temperatura deve variar entre -4 e 100 graus centígrados, o que favoreceria o desenvolvimento de micro-organismos. No entanto, alguns cientistas são ainda mais otimistas: “Eu ficaria chocado se não houvesse vida em Europa”, disse Timothy Shank, do Instituto Oceanográfico Woods Hole. As dimensões do oceano, segundo os pesquisadores deste instituto, deve ser suficiente para abrigar milhares de toneladas de seres parecidos com peixes.
A descoberta foi tão empolgante que o comando da NASA decidiu colidir a sonda Galileo com a superfície de Júpiter para evitar uma possível queda deste objeto em Europa, o que poderia contaminar e prejudicar a descoberta. Tamanha empolgação, contudo, deve ser medida com cuidado. Os astrônomos afirmam, de maneira sensata, que explorar os oceanos de Europa não será fácil como explorar os oceanos da Terra, afinal, este é um corpo celeste que está a nada menos que 778 milhões de quilômetros de distância do Sol. Uma hipótese de uma missão tripulada está completamente descartada pelos próximos 30 anos, pelo menos.
Enquanto esse dia não chega, não nos custa nada sonhar e imaginar como deveria ser a vida naquele planeta.
Sugestão de atividade:
Peça a seus alunos para desenhar o oceano de Europa povoado por seres parecidos com peixes. Discuta com eles que adaptações eles deveriam possuir para viver em um oceano tão vasto.
Fontes:
http://astrobiology.nasa.gov/articles/salinity-of-europas-ocean/
http://astrobiology.nasa.gov/articles/exploring-europa-on-earth/
http://astrobiology.nasa.gov/articles/salinity-of-europas-ocean/
http://science.nasa.gov/newhome/headlines/ast05mar98_1.htm

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