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De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 85% das pessoas têm, tiveram ou terão dores provocadas por problemas de coluna. Para os médicos, hoje não há mais dúvida de que existe uma forte relação entre excesso de peso na mochila e alterações provocadas na coluna. A sustentação, o equilíbrio e os movimentos do corpo dependem de um trabalho integrado de músculos e ossos. Eles sustentam o corpo em pé, mantém os vasos sanguíneos esticados e ajudam a manter os órgãos nos lugares. Assim, para termos um corpo saudável, é fundamental não só ter uma alimentação equilibrada e fazer exercícios físicos com frequência, mas também tomar muito cuidado com a postura, procurando não sobrecarregar o corpo com excesso de peso.
A posição ereta dos seres humanos, ao contrário dos animais quadrúpedes, como gatos e cachorros, traz a vantagem de liberar as mãos para outras funções diferentes da pura locomoção. Porém, se por um lado isso representa um benefício, por outro, a posição ereta faz com que todo o peso do corpo se apoie na coluna vertebral e no joelho. Dessa forma, se não tomarmos cuidado com a postura, e também não evitarmos sobrecarregar o corpo com excesso de peso, nós podemos modificar o equilíbrio entre ossos e músculos, o que traz uma série de problemas de saúde.
O excesso de peso nas mochilas, portanto, é um problema grave, pois além de causar dores nas costas, pode ter consequências irreversíveis para crianças, gerando problemas como escoliose, cifose, hiperlordose da coluna lombar, entre outros. Diferentemente do que se imagina, estas deformidades da coluna se iniciam geralmente durante a adolescência. O problema é que quando não são tratadas adequadamente, pouco se pode fazer para reverter o quadro. E a sobrecarrega do corpo com excesso de peso não afeta somente a coluna vertebral, mas pode gerar também outros problemas de saúde. A postura corcunda comprime os pulmões, dimunindo a capacidade de respirar. Pode comprimir os rins, dificultando o seu funcionamento. Pode até comprimir o estômago, causando a úlcera.
Diante dessa situação, é natural que os pais se preocupem com o excesso de peso da mochila dos filhos. Mas não cabe apenas às crianças e adolescentes resolverem essa questão. É preciso que pais, alunos e a escola se mobilizem no sentido de diminuir o volume de material a ser levado pelo aluno para a escola. Uma medida importante que a escola pode tomar é montar o horário das turmas levando-se em conta a quantidade de matérias por dia, pois dessa forma a quantidade de material que o aluno levará para a escola será menor. Outra medida importante é colocar armários para os alunos deixarem alguns materiais na própria escola.
Aos alunos cabe principalmente a organização. É fundamental que a criança verifique antes de arrumar a mochila quais disciplinas compõem o horário daquele dia. Assim é possível levar só o material necessário. Também é importante que o aluno pergunte ao professor sobre o uso do material na aula seguinte. Por mais que a gramática seja um material obrigatório para as aulas de português, por exemplo, pode ser que a sua utilização não seja necessária em todas as aulas. Também cabe ao aluno organizar o seu estojo. Será que todos aqueles lápis de cor e canetas coloridas são realmente necessários para as atividades escolares? Uma revisão no estojo pode diminuir em até 500 gramas o peso da mochila.
Finalmente, aos pais, cabe a fiscalização. Verificar sempre as mochilas dos filhos e observar se eles não estão levando materiais inúteis para a escola. Cada um fazendo a sua parte, o peso das mochilas pode diminuir, evitando assim que toda uma geração de alunos tenha problemas de coluna num futuro próximo.
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