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Xixi no Banho: uma polêmica.
Desde meados de 2009, muitos internautas ligados na preservação do meio ambiente divulgaram um site bastante curioso que divulgava uma atitude inusitada – para dizer o mínimo – como iniciativa para reduzir o consumo de água nas residências. Contrariando a recomendação de muitas mães, o site estimula o leitor a nada menos que urinar debaixo do chuveiro, durante o banho!
Na maioria das residências, a água que escorre pelo ralo durante e depois do banho segue diretamente para o esgoto, ou seja, tem o mesmo destino que a água da descarga do vaso sanitário. Se a pessoa alivia sua bexiga enquanto está debaixo do chuveiro, toda a urina descerá pelo ralo misturada à espuma do sabonete e de demais produtos de higiene pessoal, como xampu e condicionador. Além disso, como há uma grande quantidade de água escorrendo pelo chão, não restarão resíduos de urina que possam manchar o piso ou deixar odor desagradável. Mas qual seria a real vantagem dessa curiosa atitude? Cada vez que damos descarga, cerca de 10 a 15 litros de água limpa e tratada são despejados diretamente na rede de esgotos. Considerando que o volume de urina eliminado normalmente varia de 200 a 400 ml, há um grande exagero na quantidade de água necessária para levar embora este dejeto. Vale lembrar que a água da descarga não “limpa” a urina, apenas leva para longe de nossos olhos (e narizes) o produto de nosso sistema urinário. Urinando durante o banho, uma pessoa economiza o volume de água equivalente a uma descarga.
Mas há quem ache que esta atitude é uma verdadeira porcaria. A escritora Lya Luft, em coluna publicada em uma famosa revista semanal, diz que, em sua casa, todos estão proibidos de fazer xixi no banho. Segundo ela, a atitude é anti-higiênica, e não lhe agrada a possibilidade de algum eventual respingo molhar-lhe a perna. Já André Couto, estudante de biologia, revela não se incomodar com isto: “Que atire a primeira pedra quem nunca deixou escapar um respingo na hora do banho, ainda mais quando está frio!”. Divulgador entusiasta do site, André diz que os meninos ainda podem “mirar” no ralo, para facilitar a descida da urina pelo ralo. Ele jura que nunca deixou nada malcheiroso em sua casa.
Polêmicas à parte, a melhor solução para esse dilema está nas mãos dos arquitetos e engenheiros: projetar a tubulação da casa de modo que as águas cinza (águas provenientes de pias e chuveiros, cujo maior resíduo é apenas o sabão) sejam reaproveitadas para encher o reservatório da descarga, ou ainda, que recebam tratamento biológico. Plantas como as bananeiras conseguem absorver muito bem o fosfato residual do sabão, crescendo felizes absorvendo as águas cinza. A mistura das águas cinza com as águas negras (esgoto) configura um enorme desperdício tanto de água como de nutrientes.
Visite você também o site www.xixinobanho.org.br e dê sua opinião sobre esta polêmica!

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